Se, neste momento, se pode dizer que o Jaime é de Setúbal – nasceu no Minho, em 1931. Para além de ter sido marido, foi pai e é avô.
Foi doente oncológico – assim como a sua mulher e a sua filha. Ele ficou, elas partiram – e, ainda assim, ele considera que teve uma vida feliz!
Foi apaixonado e amou profundamente a mulher com quem constituiu família. Ela deu-lhe equilíbrio, foi o seu porto de abrigo e ensinou-lhe muito. A sua perda foi um grande marco na sua vida. Contudo, foi quando perdeu a filha que ele realmente se “zangou” com Deus e questionou o porquê de ter sido ele o escolhido para viver aquilo. Ficou sem elas – mas sobreviveu. E viu nisso algum tipo de sinal.
Depois de perder a sua mulher e a sua filha, ele percebeu que uns partem mais tarde e outros mais cedo. E que, se ele estava cá – junto aos filhos e netos – era porque tinha de aproveitar. As pessoas são sempre o que nos move.
Começou a praticar Danças de Salão e considera que isso foi a “sua sorte” – regressou aos tempos antigos. Viajou, cuidou e continuou… da melhor forma que soube.




Encontrar sensações e boas emoções – é isso que o move. A sua leveza e alegria, olhar para as coisas de forma simples.
Ter encontrado hobbies que o fazem “reviver” e sentir. Usufruir da Natureza e do que é natural.
Aprendeu a saber ser idoso. Aceitou a sua condição com gosto, sabendo quem é e onde está.
Para ele, o amor é o grande segredo da longevidade. Conhecer e respeitar a sua mulher, ter na pessoa que temos ao nosso lado uma âncora, sentir amor e desejo durante a vida toda – esse foi o mecanismo que alavancou a sua vida.