Entrevistei a minha avó e fui muito feliz a cada palavra dela. Ainda o sou – cada vez que ouço a entrevista, que bebo das suas palavras e que vejo as suas expressões e gestos enquanto fala.
Ao olhar para a minha avó Ester, de 93 anos, e para tantos outros com a mesma idade – comecei a questionar-me sobre o que faria com que aquelas pessoas – que já tinham passado por tanto na vida (como pela morte de um filho, por exemplo) – continuassem a ter uma vontade incrível de viver. Gostassem da vida e de usufruir dela! O que as manteria equilibradas, bem consigo, como preenchiam os seus dias e quais seriam os seus pensamentos mais íntimos?





E foi isso que fui perguntar à minha avó! E é isso que quero continuar a saber e a perceber.
O que pude ver é que estas são conversas inspiradoras – de uma simplicidade aparente enorme – e repletas de uma sabedoria, por vezes, inconsciente. Uma sabedoria leve, descomplicada e fluída!
Para a Ester (a minha avó), as coisas que a mantêm apaixonada por este mundo são:
Não será isto o fundamental para todos nós? Esta ligação ao que de mais simples, natural e belo este planeta e a nossa condição de humanos nos dá?