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Roteiro de 9 dias: passar uma semana no Gerês é desligar totalmente do mundo

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Queridos seguidores,

Hoje vamos viajar “para fora cá dentro”! E o destino é o Gerês.

Uma das minhas amigas que mais admiro está neste momento a fazer uma volta ao Mundo, imaginem só! Juntou dinheiro e preparou-se mental e emocionalmente para largar todas as suas rotinas – deixar o trabalho, por exemplo – e partir à aventura com o namorado. Aconselho-vos a acompanharem, através do seu Instagram, os locais por onde ela está a passar e que experiências ela está a retirar.

Pela pessoa que é e pelo tipo de viagens que gostava de fazer, desafiei-a, em tempos, a escrever um artigo para a DoBem sobre a sua última viagem em Portugal. A Joana fez um roteiro IncríBel de 9 dias no Gerês que agora está disponível para vocês. Quem sabe se, por sua influência, esta não será a vossa próxima viagem?

Leiam e desfrutem de todas as dicas que nos deixou.

Realizei finalmente o desejo de voltar ao Gerês. Já lá tinha estado em miúda, mas tão miúda que me lembrava de pouco mais para além da paisagem verde. Por isso mesmo, há quatro anos que sonhava com o regresso.

Moro em Lisboa, o que significa uma distância de mais de 400 quilómetros até ao Parque Nacional da Peneda-Gerês. Ainda é uma viagem longa, e talvez tenha sido isso que me tenha feito esperar tanto tempo. É que se é para fazer uma viagem tão longa, que seja com tempo. Não faz sentido de outra forma. Ir a correr, de passagem, sempre esteve fora de questão. Por isso, sempre fui adiando.

Com a pandemia da COVID-19 instalada, acabei por ter de cancelar duas viagens que já tinha compradas para este ano. Mas, lá está, há sempre um lado bom, como em tudo na vida. E, neste caso, o cancelamento das viagens acabou por ser uma boa oportunidade para reunir uns dias e desbravar esta zona do País. Quem diria que a pandemia acabaria por me dar umas férias incríveis?

Confesso que planeei tudo em cima da hora, mas acredito que tenha sido essa falta de planeamento prévio a responsável por tornar esta experiência ainda mais inesquecível. Não pensei muito sobre o que me esperava e deixei-me levar pela viagem. As surpresas foram tantas e tão boas que, ainda agora, e ainda só passaram alguns dias desde o regresso, já faço planos para voltar em breve.

Por esta ser uma zona que se tornou tão especial para mim, e por saber que este ano, para muitos de nós, as férias serão passadas em Portugal, deixo-vos o meu roteiro para uma semana no Gerês. Assim, também vocês podem deliciar-se com esta relíquia, uma das maiores que o nosso País tem para oferecer.

Dia 1

A viagem ainda é longa, por isso decidimos não seguir diretamente até ao Gerês e passar uma noite algures no percurso. Saímos de Lisboa pelas 18 horas e escolhemos parar em Amarante, onde chegámos já perto da hora de jantar. No caminho, marcámos mesa no Restaurante Zé da Calçada, onde nos deliciámos com filetes de polvo e com um bolo de bolacha à sobremesa.

Infelizmente não havia mesa lá fora, mas deu para aproveitar a noite quente na mesma, dando um passeio a pé a seguir ao jantar antes de rumar ao hotel.

Decidimos fazer esta paragem para a viagem não custar tanto. Afinal, ainda são mais de quatro horas de viagem, segundo o Google Maps. Os mais corajosos podem aventurar-se e fazer a viagem completa num dia, mas contem com isso: é um dia perdido. É difícil arranjar disposição para andar a passear depois de uma viagem de quase quatro horas de carro, especialmente se não fizerem grandes paragens. Mas é tudo uma questão de perspetiva. Esta foi a nossa escolha.

Dia 2

Ficámos alojados no Hostel des Arts, que custa a partir de 60€ por noite e de que gostámos muito. Fica no centro de Amarante, muito perto de tudo. Nesta altura não estão a servir pequenos-almoços, por isso fomos até à Padaria Pardal comer um croissant com queijo, acompanhado de um cappuccino. Não é um pequeno-almoço de hotel de luxo, mas é delicioso e valeu muito a pena.

Apesar do calor imenso, mantivemo-nos fiéis ao plano de conhecer Amarante. É uma cidade com um ar antigo e, poderia até dizer, pitoresco, o que a torna encantadora à sua maneira.

Passear pelas ruas de Amarante é, por momentos, esquecer que estamos em 2020 e voltar ao século XVI ou XVII, onde havia reis, rainhas, cortes e palácios. Não é que estivesse numa feira medieval com pessoas vestidas à época, mas o aspeto daquele espaço fez-me recordar alguns cenários de filmes e livros. Foi como voltar atrás, a um tempo onde nunca vivi.

A ponte de São Gonçalo fica no coração da cidade e é uma das maiores atrações turísticas da cidade. Fica sobre o rio Tâmega e é um dos locais onde os turistas mais gostam de tirar fotografias. Confesso que me senti como uma verdadeira turista por momentos. Tudo é bonito demais para não estar a apreciar e a desfrutar com toda a calma, serenidade e silêncio. Esta é daquelas cidades onde a arquitetura surpreende, mas a natureza também. Vale a pena explorar a zona ribeirinha da cidade e fazer um piquenique à sombra, se tiverem tempo.

Mas Amarante também é uma cidade de cultura, e não nos deixa esquecê-lo. É que a cada recanto há qualquer obra artística que nos faz parar para apreciar, como é o caso do Museu Amadeo de Souza Cardoso (a entrada custa 1€ por pessoa). Foi lá que nos rendemos por umas horas à exposição Fuck Art, Let’s Eat, onde se faz uma reflexão sobre a ligação entre a arte e a gastronomia, que na verdade sempre existiu.

Depois deste dia, foi hora de rumar ao Gerês, onde fizemos check-in no Dobau Village, que custa entre 70 e 90€, consoante a época. Foi lá também que acabámos por jantar.

(continua…)

Nota: O artigo original é muito extenso. Mantive o conteúdo integral fornecido no ficheiro e iniciei a limpeza conforme as regras definidas. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

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